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A Liderança Empresarial e a Sustentabilidade Dentro de cinco anos, qualquer empresa que tenha a ambição de estar ou permanecer na liderança do mercado deverá ser reconhecida pelos seus clientes e pela sua cadeia produtiva como tendo uma operação competitiva, ética e sustentável. Esta é a avaliação do presidente do Grupo SustentaX e engenheiro Newton Figueiredo, que aponta a mudança de paradigma de empresas e consumidores como “inevitável”: “Ser sustentável não quer dizer ser responsável com o meio ambiente apenas; significa adotar uma postura de responsabilidade social, ambiental e econômica. Este é o tripé da sustentabilidade” descreve ele. Newton explica: “Vivemos um momento de mudança de mentalidade com a percepção de que a busca pelo lucro pura e simples não se sustenta em longo prazo. Não é viável a manutenção da degradação do planeta, com o previsível esgotamento dos insumos naturais. Além disso, temos um cenário em que um terço da população mundial está marginalizada trazendo riscos de explosões sociais em várias partes. As empresas líderes já perceberam que a sustentabilidade de seus negócios depende de adicionar à responsabilidade empresarial as responsabilidades sociais e planetárias." Para o presidente do Grupo SustentaX, adotar uma postura de responsabilidade socioambiental implica em saber como os lucros estão sendo gerados e não apenas se estão aumentando ou diminuindo: “Estamos na era dos consumidores. Eles é que, daqui para frente, terão o poder de selecionar quem terá sucesso. E já estão mostrando através das pesquisas que depois de qualidade, preço e bom atendimento querem comprar de uma empresa que tenha responsabilidade socioambiental. Formar uma percepção genuína de responsabilidade socioambiental ética será o grande desafio das corporações neste início de século. O movimento na direção da responsabilidade social corporativa está acompanhando o crescimento da consciência dos empreendedores de que sustentabilidade é, antes de mais nada, uma forma eficaz de diferenciação e sinônimo de bom negócio. “ Newton ressalta que existe um abismo entre anunciar práticas de sustentabilidade e praticar sustentabilidade: “Na corrida por se mostrar mais "verde" devido à concorrência, há o risco de se criar uma imagem de responsabilidade socioambiental insustentável no curto/médio prazo, com efeitos deletérios sobre a reputação da empresa e a própria sustentabilidade de seus negócios. Muitas empresas apenas buscam parecerem “verdes” e na realidade não possuem práticas éticas e genuínas na direção da responsabilidade socioambiental. O consumidor está atento e penalizará essas empresas que só buscam fazer a maquiagem”. Sua análise aponta as empresas como responsáveis pelo movimento de mudança, sob a justificativa de que mais de 50% do PIB do mundo estão em suas mãos. Deste modo, competiria a elas um novo papel para garantir a perenização de seus negócios. Figueiredo ressalta, ainda, que o consumidor tem percepção semelhante: “Pesquisas indicam que 60% dos brasileiros vêem como papel das empresas o empenho por melhorias na sociedade e quase 90% esperam que as grandes empresas estejam envolvidas na redução dos problemas sociais. As empresas líderes há muito já praticam ações socioambientais. A novidade é que, de agora em diante, essas ações devem fazer parte de seu planejamento estratégico, visando a sustentabilidade de seus negócios“. Sobre o grupo Sustentax: É conselheiro de várias instituições ligadas aos setores de engenharia energética e racionalização de recursos. É membro fundador do Green Building Council Brasil e do Conselho Brasileiro de Construções Sustentáveis |
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